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Cartas para Paulo Freire: da leitura do mundo à leitura da palavra

Organizadores: Carlos Ângelo de Meneses Sousa, Carlos Lopes, Delci Maria Franzen e Elizabete Carlos do Vale.
Editora: Pathos
ISBN: 978-65-994244-2-7

Links para as lives de lançamento ocorrido no dia 30 de setembro de 2021:

youtube.com/watch?v=xcWbtuuKZtM
youtube.com/watch?v=qgIf8yvBKwk

Cartas para Paulo Freire: da leitura do mundo à leitura da palavra

Em tempos de COVID, estamos redescobrindo a arte de escrever cartas, uma arte que os meios digitais de comunicação têm contribuído para transformar em bilhetes, abreviações e ‘memes’. Como jovem numa escola internato, os meus pais me escreviam religiosamente duas vezes por semana. Receber, abrir e ler essas cartas constituía um dos momentos mais esperados da semana longe de casa. Mais tarde, como estudante, na época de natal, os Correios na Inglaterra contratavam jovens por um período curto para dar conta do volume de correspondência do final de ano. Como entregador de cartas e cartões de natal, eu me sentia um pouco como um mensageiro da esperança unindo pessoas e famílias que não se viam fazia tempo […] É importante reconhecer que todas as instituições envolvidas nesse projeto – a UnB, o MEB, a UCB, a UEPB e a UFAL – desenvolvem atividades pertinentes ao campo da educação popular e da educação de jovens e adultos. Em períodos de tempo adverso, contraditoriamente há mais espaço para iniciativas e inovações da base, para experimentar e recuperar meios aparentemente desprestigiados no meio educacional. Por isso, a proposta de conjugar os avanços do espaço virtual com a escrita de cartas me parece genial. [… ] Viva Paulo Freire!


Timothy D. Ireland
Doutor em Educação pela Universidade de Manchester
Professor Titular da Universidade Federal da Paraíba

[…] uma noção mais condizente com a proposta filosófica de Paulo Freire seria atribuir a quem educa a responsabilidade de desafiar os educandos, de buscar, de questionar, de construir seus próprios critérios (e assim, de desafiar-se como educador/a nesse processo). Desse modo, o processo educativo entendido como desafio torna-se um convite democrático e democratizante para investigar, indagar, formar seus próprios critérios e pode se tornar a mais emocionante aventura intelectual e humana, formando pessoas livres e liberadas, sujeitos criativos da produção de novos conhecimentos e, portanto, de novas propostas de interpretação e ação sobre a realidade e de construção de um futuro não predeterminado.

Oscar Jara Holliday
Presidente do Consejo de Educación Popular de America Latina y El Caribe (CEAAL)

Texto, discurso e sentidos

Organizadores: Max Silva da Rocha, Maria Margarete de Paiva, João Benvindo de Moura e Emanuelle Maria da Silva Piancó.
Editora: Pathos
ISBN: 978-65-994244-3-4

Texto, discurso e sentidos

Esta obra destina-se a pesquisadores e professores de Letras e áreas afins interessados em compreender como os sentidos são produzidos, por meio dos discursos que se materializam em textos verbais ou não. Discurso, Texto e Sentidos é uma obra valiosa e cumpre, portanto, uma das principais funções da ciência: a de tornar as sociedades mais sábias, instigando o pensamento crítico e a consciência de que nada na linguagem é fortuito. Certamente, praticando-se essa visão, serão abaladas as bases discursivas fomentadoras de necropolíticas e discursos odientos que matam as democracias, abrindo-se espaço para a busca por um mundo melhor; por tudo isso, a leitura desta coletânea torna-se de vital importância.

Prof. Dr. Valfrido da Silva Nunes
Professor e pesquisador do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE/Garanhuns)

Semiolinguística e Retórica: Interfaces

Organizadores: João Benvindo e Max Silva
Editora: Pathos
ISBN: 978-65-994244-1-0

Semiolinguística e Retórica: Interfaces

A origem da Retórica é atribuída a Aristóteles cuja sistematização dos estudos sobre os meios de persuasão permitiram forte ascensão dessa disciplina numa sociedade ateniense que primava pela democracia, exercida, sobretudo, através dos debates públicos. Sufocados pelo conceito de verdade absoluta instituído no mundo medieval, os estudos retóricos ressurgem no século XX com força avassaladora. Aproximando-se da Análise do Discurso, produzem um diálogo profícuo com a Semiolinguística, ressinificando os estudos da Argumentação e da trilogia aristotélica: ethos, pathos e logos. É neste amálgama entre a Retórica e a Semiolinguística que esta obra se situa. Buscando aplicar este instrumental teórico para analisar modernos e complexos gêneros discursivos, pesquisadores diversos apresentam os resultados de seus trabalhos em dezoito capítulos, procurando desvelar os efeitos de sentido que emanam do mundo que nos rodeia.

O uso de softwares para o ensino de matemática

Autor: Carlos Carvalho
Editora: Pathos
ISBN: 978-65-994244-0-3

O uso de softwares para o ensino de matemática

Ao longo dos anos, o uso da tecnologia na educação vem contribuindo para os processos de ensino e de aprendizagem, oferecendo recursos que auxiliam professores e alunos a obterem melhor rendimento. Considera-se que a primeira revolução tecnológica no aprendizado foi provocada por Comenius (1592-1670), quando transformou o livro impresso em ferramenta de ensino e de aprendizagem com a invenção da cartilha e do livro-texto. Desde então, a presença das tecnologias no processo educacional contribui em vários aspectos: expande e renova permanentemente o conhecimento; garante acesso universal à informação e promove a capacidade de comunicação entre indivíduos e grupos sociais. A presente obra, resultado de uma pesquisa em nível de mestrado, investiga como os softwares Tux of Math Command e Gcompris podem contribuir para o ensino da Matemática, especialmente no estudo das quatro operações, a partir de uma intervenção pedagógica em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental.

Discurso, Imagens e imaginários

Organizadores: João Benvindo e Maraisa Lopes
Editora: Pedro e João editores
ISBN: 978-65-5869-140-2 [Impresso]
978-65-5869-141-9 [Digital]

Discurso, Imagens e imaginários

Esta obra reúne dezessete capítulos escritos por pesquisadores brasileiros do campo da Análise do Discurso. Valendo-se de corpora diversos, as pesquisas aqui contempladas exploram, em sua maioria, discursos midiáticos, políticos, religiosos e humorísticos. Essa variedade temática permite uma multiplicidade de olhares, além de representar uma amostra significativa da produção científica realizada por grupos de pesquisa vinculados às mais diversas Instituições de Ensino Superior brasileiras, no campo da Análise do Discurso. A obra está dividida em três partes: a primeira é composta pelos dez capítulos iniciais, tendo como base a Teoria Semiolinguística de Análise do Discurso, criada pelo Professor Emérito da Universidade Paris XIII, Patrick Charaudeau. A segunda parte comporta cinco capítulos, voltando-se para a Análise do Discurso Materialista, fundada pelo filósofo francês Michel Pêcheux. A terceira e última parte compreende dois capítulos, fundamentados na Análise do Discurso Crítica, representada, principalmente, pelo linguista britânico Norman Fairclough.

O princípio da cooperação no livro didático

Autora: Maria do Socorro de Andrade Ferreira
Editora: EDUFPI
ISBN: 978-65-5904-039-1

O princípio da cooperação no livro didático

A chamada Virada pragmática trouxe outro viés aos estudos da linguagem em detrimento daquele calcado no estruturalismo em que forma e função eram privilegiados. Logo, novos estudos vão gerar documentos que apontam para um novo olhar, para o trabalho linguístico, seja na sala de aula, seja por meio do livro didático. Este trabalho busca apresentar, por meio de um estudo realizado, um exame de como tem se mostrado no livro didático escolar – doravante LD – os enunciados das questões sob esse novo olhar da língua(gem), tendo por foco o Princípio da Cooperação, uma das teorias que buscar contextualizar a língua e não mostra-la como homogênea. A partir de nossa investigação teórica vimos que o ensino de língua portuguesa no livro didático vêm se distanciando de uma postura que outrora estava mais centrada no código, mas, apesar da existência do debate que confronta a língua em função do que com ela os seus usuários podem realizar, ainda é notória a presença de questões nas atividades do LD, que demonstram o entendimento da língua como instrumento de comunicação não problematizado.

Fluxos discursivos na sociedade em rede

Organizadores: João Benvindo de Moura e Francisco Laerte Juvêncio Magalhães
Editora: Pedro e João editores
ISBN: 978-65-5869-117-4 [impresso]
978-65-5869-118-1 [digital]

Fluxos discursivos na sociedade em rede

Esta obra reúne dezessete trabalhos de pesquisadores brasileiros vinculados a grupos de pesquisa no campo dos estudos do discurso e a programas de pós-graduação diversos nas áreas de Letras e Comunicação. As abordagens aqui presentes são produtos de distintas inquietações e filiações teóricas. Respondem a diferentes preocupações, passando por análises mais detidas nas noções e métodos, até o trabalho com categorias de análise observadas em diferentes vertentes. Neste livro, se, por um lado, as análises convergem para o funcionamento dos discursos midiáticos, por outro, seus recortes e materialidades são variados, assim divididos pelos seguintes eixos: (i) as diferentes manifestações da/sobre a violência simbólica em sociedade; (ii) o (Web)jornalismo; (iii) o funcionamento da argumentação; (iv) a alteridade; (v) o discurso imagético e (vi) os modos de sociabilidade nas redes sociais.

A paratopia no discurso literário

Autora: Érica Patrícia Barros de Assunção
Editora: EDUFPI
ISBN: 978-65-5904-002-5

A paratopia no discurso literário

Durante o estágio criativo, o autor se encontra num processo complexo de escrita que requer um confronto e conciliação entre as duas formas de existências, a do autor e a da obra. O paradoxo existencial do discurso literário apoia-se na indefinição do lugar do autor que se encontra em um ponto indeterminado entre os perímetros da produção literária ficcional e de um território fixo na sociedade. É sobre esse fenômeno, denominado de paratopia pela Análise do Discurso Literário, que esta obra se debruça, buscando analisar como a localização às margens, do autor piauiense Abdias Neves, interfere na sua produção; como se estabelecem essas relações paratópicas em seu discurso literário e como tais relações estão imbricadas na construção dos ethé do autor na obra Um manicaca, cuja primeira edição foi publicada em 1909.

Discursos sobre o autismo na revista superinteressante

Autor: Ismael Paulo Cardoso Alves
Editora: EDUFPI
ISBN: 978-65-86171-57-0

Discursos sobre o autismo na revista superinteressante

Entre os discursos que circulam na sociedade contemporânea estão aqueles que abordam a temática do autismo. O Transtorno do Espectro Autista – TEA afeta, em maior ou menor grau, o desenvolvimento psicomotor de crianças, jovens e adultos no mundo. Em nosso país, estima-se que existam 2 milhões de autistas não diagnosticados. Esse dado se baseia em uma pesquisa norte-americana feita em 2010 e divulgada em 2014 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Como a mídia brasileira tem tratado a questão do autismo? Quais as estratégias discursivas utilizadas para captar a atenção de pais, educadores e leitores, em geral? Como o autismo e o autista são apresentados à sociedade brasileira? Nesta obra, o autor se debruça sobre matérias publicadas pela revista brasileira Superinteressante, utilizando-se do arcabouço teórico da Análise do Discurso para desvelar o dispositivo de encenação da linguagem e os modos de organização do discurso, identificando e analisando as estratégias adotadas pela revista para utilizar-se dessa temática na busca pela adesão do público-leitor.

Discurso, retórica e mediação de conflitos

Autora: Patrícia Rodrigues Tomaz
Editora: EDUFPI
ISBN: 978-65-86171-58-7

Discurso, retórica e mediação de conflitos

O que é a mediação de conflitos? Qual a sua relação com a linguagem? Esta obra apresenta uma abordagem interdisciplinar, envolvendo a Linguística e o Direito, com foco na mediação de conflitos e na Análise do Discurso. Foram analisados cinco relatos de casos retirados do livro Mediare: um guia prático para mediadores, de Lília Maia de Moraes Sales. Os resultados mostram que a sessão de mediação de conflitos constitui-se como artefato retórico, cuja encenação procura neutralizar os dissensos através da patemização e da mobilização das imagens (ethos) de prudência, virtude e benevolência. Trata-se de uma lógica argumentativa que oscila entre os eixos do possível e do obrigatório, valendo-se do escopo do valor de verdade que propicia os seguintes modos de raciocínio: dedução, explicação, escolha alternativa e concessão restritiva. No tocante às cenas enunciativas, temos um discurso jurídico subvertido como cena englobante, tendo em vista o abandono dos jargões em detrimento de uma seleção lexical adequada ao contexto. A cena genérica pressupõe o próprio relato de sessão de mediação de conflitos enquanto gênero discursivo, caracterizado pela composição linear, pelo uso de marcadores discursivos e pela modalização. A cenografia denota a descrição espaço-temporal, o desvelamento dos sujeitos cujos nomes são fictícios, para preservação do sigilo das partes, e todo o ritual linguageiro de uma encenação jurídica. Concluímos que os estudos da linguagem podem contribuir de forma substancial para o sucesso da mediação de conflitos, diminuindo sobremaneira a judicialização.